Anywhere office e os novos empreendedores

Empreender é um desafio diário, viver também é. Logo, apesar do medo, das incertezas e dos percalços, nossa geração tem grandes ferramentas para buscar riqueza, sem deixar de considerar o novo significado que essa palavra tem hoje. Riqueza não é mais o acúmulo desenfreado, mas sim, saúde financeira, liberdade e flexibilidade. 

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a capacidade de resolver problemas de forma criativa faz parte das habilidades mais requisitadas pelas empresas. Saímos então do ferramental, ou seja, “hard skills”, que serão dominadas logo, logo, pela inteligência artificial e tecnologia como um todo, e entramos nas “soft skills”, que são as habilidades e singularidades cuja importância será verdadeiramente determinante para o mercado, para a vida e para a trajetória pessoal de cada um.

Conceitos como “anywhere office”, que é trabalhar de qualquer lugar do mundo, utilizando internet, aplicativos de colaboração e comunicação (como Cisco Webex, Slack, Flowdock, etc.) em um smartphone, já são uma realidade irreversível, mas a liberdade de empreender ou de trabalhar remotamente não são sinônimos de perfeição e plenitude. Ela significa também exercitar diariamente habilidades como resiliência, inteligência emocional, autocontrole, autoresponsabilidade, empatia e outras.

Em um mundo onde decisões estão sendo tomadas por algoritmos e a tecnologia fazendo coisas sensacionais, a conexão humana é cada vez mais importante e é justamente ela quem vai nos diferenciar das máquinas.

“Story Empathy”, metodologia que criei e pela qual desenho meus processos criativos, se fundamenta em apresentar conteúdos que tragam significado para as pessoas, que são o centro de todo esforço que fazemos como humanidade. Tudo é feito por pessoas e para as pessoas, e quando sentimos que há gente como a gente por trás de um produto ou serviço, tudo ganha mais significado e valor. 

Se empreender é se arriscar acreditando no que faz, precisamos cultivar essas habilidades que nos tornam mais humanos e compreender o que as pessoas querem, precisam e desejam para trazermos ao mundo inovações que tenham impacto de verdade, afinal, não se empreende mais apenas por dinheiro.